O Dr. Graham Edgar e seus 24 co-autores agitaram o mundo da conservação marinha com seu artigo recente no qual analisam 87 MPAs em 964 locais (em 40 países) em todo o mundo, usando dados gerados pelos autores e mergulhadores recreativos treinados. Sua conclusão geral é que as metas globais de conservação para a Convenção sobre Diversidade Biológica, baseadas exclusivamente na área de AMPs, não otimizam a proteção da biodiversidade.
Eles descobriram que as AMPs efetivas (medidas pela biodiversidade, biomassa de peixes grandes e biomassa de tubarões) precisavam ter 4 ou 5 das seguintes características: captura proibida, bem controlada, >10 anos de idade, >100 km2 de tamanho e ser isolada por águas profundas ou areia. Apenas 9 das 87 AMPs tinham 4 ou 5 dessas características, a maioria das AMPs restantes eram ecologicamente indistinguíveis das não AMPs. Os autores esperam que as reservas que levam a sério os resultados da biodiversidade adotem as 5 características (quando possível) e vejam rapidamente um rápido aumento no potencial de um local para ter biomassa e número de espécies regionalmente altos.
Autor: Edgar, GJ, RD Stuart-Smith, TJ Willis, S. Kininmonth, SC Baker, S. Banks, NS Barrett, MA Becerro, ATF Bernard, J. Berkhout, CD Buxton, SJ Campbell, AT Cooper, M. Davey, SC Edgar, G. Försterra, DE Galván, AJ Irigoyen, DJ Kushner, R. Moura, PE Parnell, NT Shears, G. Soler, EMA Strain e RJ Thomson
Ano: 2014
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Natureza 506: 216–220. doi:10.1038/nature13022

