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Este estudo analisou os adoçantes artificiais como um novo indicador de poluição por esgoto. Essas substâncias sintéticas são persistentes no meio ambiente e não mudam de forma durante o tratamento de águas residuais. Adoçantes artificiais podem ser detectados em concentrações significativas em efluentes de estações de tratamento de águas residuais (ETE) e estão ganhando atenção como indicadores específicos e rastreadores de esgoto humano. Esses contaminantes emergentes são frequentemente detectados em águas subterrâneas e superficiais a jusante de seu uso e descarga; alguns foram encontrados em águas subterrâneas 15 anos depois. Pouco se sabe sobre as potenciais implicações desses compostos no ambiente marinho. Um estudo do adoçante artificial sucralose na Flórida não produziu nenhuma evidência de impactos adversos na biodiversidade marinha. As implicações a longo prazo permanecem desconhecidas, mas os resultados deste estudo indicam a necessidade de mais pesquisas. A ocorrência e o destino de adoçantes artificiais em áreas costeiras próximas aos emissários da ETE foram explorados por este estudo. Usando cromatografia líquida e espectrometria de massa (UPLC-QQ-MS/MS) para identificar compostos específicos em amostras de água do mar, o artigo descobriu que dois dos cinco adoçantes artificiais estudados foram encontrados em águas costeiras. Isso mostra que eles não são efetivamente removidos durante o tratamento de águas residuais e permanecem no ambiente marinho após o descarte. Esses adoçantes podem se acumular em águas costeiras e são adequados para uso como rastreadores ou indicadores de poluição de esgoto no oceano. Os profissionais podem usar este estudo para informar a medição desses compostos, mas ainda são necessárias mais informações sobre os impactos desses produtos químicos nos organismos marinhos.

Autores: Baena-Nogueras, RM, JM Traverso-Soto, M. Biel-Maeso, E. Villar-Navarro e PA Lara-Martín
Ano: 2018
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Boletim de Poluição Marinha 135: 607-616. doi:10.1016/j.marpolbul.2018.07.069