No Japão, a degradação dos recifes de corais do sudoeste do país foi identificada como um problema ambiental premente, e os corais foram transformados em mercadorias valiosas para a conservação. Esta pesquisa analisa o surgimento de “corais de restauração” – corais produzidos para restauração ecológica – em Okinawa. Os indivíduos possuem brevemente esses corais antes de entregá-los ao recife de coral, e os corais retomam suas vidas como pedaços indistinguíveis do mar. Seguindo Kopytoff (1986), examino a produção, troca, consumo e desmercantilização dessa mercadoria de conservação. Acho que a vida social das mercadorias coralinas não é unilinear, nem seu resultado é certo. À medida que plantam seus fragmentos de coral, os compradores os vinculam a práticas religiosas e culturais existentes e recriam os corais como locais de altruísmo, memorialização e comunicação divina. Os corais de restauração, nas mãos de ecologistas amadores locais, tornam-se uma forma de democratizar simultaneamente o conhecimento do mar e contestar as abordagens tecnocientíficas de conservação predominantes.
Autor: Noel, AC
Ano: 2017
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Jornal para o Estudo da Religião, Natureza e Cultura 11(2): 157-174. doi:10.1558/jsrnc.18804

