O planejamento espacial marinho (MSP) e o zoneamento oceânico é uma ferramenta holística que prioriza espacialmente a atenção da gestão onde ela é mais necessária. O MSP aborda usos conflitantes estabelecendo limites claramente definidos. Esses limites coordenam esforços em escalas ecologicamente apropriadas para alcançar objetivos ecológicos, econômicos e sociais. Este estudo analisou dados demográficos, tendências atuais e projetadas em mudanças climáticas e química oceânica e modelos de recifes e pesca para produzir mudanças esperadas até 2050. A análise foi usada para informar as melhores práticas para MSP. Os resultados mostram que os efeitos do estresse antropogênico não serão uniformes e, portanto, o manejo também não.
O MSP recomenda priorizar a atenção às áreas mais distantes dos centros urbanos, integrando outros fatores, como cobertura de habitat, biodiversidade, conectividade ecológica, locais de desova e áreas de uso humano. Juntamente com a priorização, o MSP requer investimento contínuo específico do local em pesquisa, monitoramento e gerenciamento adaptativo. As comunidades também devem ser receptivas e dispostas a se envolver em uma mudança de prática em escala mais ampla. Quando implementado corretamente, o MSP pode efetivamente abordar conservação, pesca, aquicultura, indústria, comércio e turismo. Essa ferramenta também tem a capacidade de incentivar a gestão intersetorial, capacitação e liderança, resolução de conflitos e esforços em direção à sustentabilidade e resiliência dos recifes em toda a região.
Autor: Sale, PF, T. Agardy, CH Ainsworth, BE Feist, JD Bell, P. Christie, O. Hoegh-Guldberg, PJ Mumby, DA Feary, MI Saunders, TM Daw, SJ Foale, PS Levin, KC Lindeman, K. Lorenzen, RS Pomeroy, EH Allison, RH Bradbury, J. Corrin, AJ Edwards, DO Obura, YJ Sadovy de Mitcheson, MA Samoilys e C. Sheppard
Ano: 2014
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Boletim de Poluição Marinha 85: 8-23. doi: 10.1016/j.marpolbul.2014.06.005

